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PATRIMO

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Patrimônio total e patrimônio com liquidez: por que olhar os dois

O número que mostra o quanto você tem nem sempre é o que mostra o quanto você pode usar. Entenda a diferença e o que cada um responde.

Quando alguém pergunta “quanto você tem?”, a resposta costuma somar tudo: o apartamento, o carro, a participação na empresa, as aplicações. Esse é o patrimônio total. Ele é um bom retrato da riqueza acumulada, mas responde mal a outra pergunta, tão importante quanto: “de quanto você dispõe se precisar?”.

O que é liquidez

Liquidez é a facilidade de transformar um bem em dinheiro, em pouco tempo e sem perder valor no caminho. Um título com resgate diário é muito líquido. Um imóvel não é: vender leva meses, envolve custos e, com pressa, quase sempre exige desconto.

Por isso faz sentido separar o patrimônio em dois grupos:

  • Com liquidez: aplicações financeiras — renda fixa, ações, fundos, ativos no exterior, criptomoedas.
  • Sem liquidez: imóveis, veículos e participações em empresas.

A divisão é uma simplificação. Dentro do grupo financeiro também há graus de liquidez — um título com vencimento distante ou um fundo com prazo longo de resgate não viram dinheiro no dia seguinte. Ainda assim, a separação entre o que está no mercado financeiro e o que não está já muda bastante a leitura.

No PATRIMO, os dois números aparecem lado a lado no topo da tela Meu Patrimônio. Na carteira de demonstração abaixo, o patrimônio total é de R$ 1.277.480,81 e 62,27% dele tem liquidez:

Indicadores da tela Meu Patrimônio: patrimônio total de R$ 1.277.480,81, 62,27% com liquidez e R$ 482.000,00 em ativos não financeiros

Indicadores da tela Meu Patrimônio, na carteira de demonstração.

O que cada número responde

Pergunta Número que responde
Quanto acumulei até hoje? Patrimônio total
Quanto consigo usar em uma emergência? Patrimônio com liquidez
Quanto do que tenho gera renda ou pode ser realocado? Patrimônio com liquidez
Meu patrimônio está concentrado em um único bem? A proporção entre os dois

Duas pessoas com o mesmo patrimônio total podem estar em situações muito diferentes. Quem tem quase tudo em um imóvel é rico no papel e pode, ao mesmo tempo, não conseguir cobrir uma despesa inesperada sem se endividar.

Um exemplo

A carteira de demonstração do PATRIMO tem R$ 795.480,81 em aplicações financeiras e R$ 482.000,00 em bens sem liquidez: um apartamento avaliado em R$ 350.000,00 e um veículo de R$ 132.000,00. Dos R$ 1.277.480,81 de patrimônio total, 37,7% não se convertem em dinheiro rapidamente.

Gráficos de liquidez do patrimônio: 62,3% com liquidez e 37,7% sem liquidez; dos bens sem liquidez, 72,6% em imóvel e 27,4% em veículo

Seção Liquidez do Patrimônio: a divisão entre o que tem e o que não tem liquidez, e a composição dos bens sem liquidez.

Em muitos casos a proporção é ainda mais desequilibrada, com a maior parte da riqueza em um único imóvel. Isso não é um problema em si. É uma informação. Ela ajuda a dimensionar a reserva de emergência, a avaliar o quanto a renda futura depende da venda de um bem e a perceber quando o patrimônio está concentrado demais.

O cuidado com a avaliação

O valor de uma aplicação financeira tem cotação diária. O de um imóvel ou de uma empresa é uma estimativa, e ela envelhece. Vale registrar a data de cada avaliação e revisá-la de tempos em tempos; um valor antigo distorce o patrimônio total sem que ninguém perceba.

No PATRIMO, cada bem sem liquidez é cadastrado com o valor de aquisição e a data e a origem da última avaliação. No exemplo, o veículo foi reavaliado pela tabela FIPE e aparece R$ 50.000,00 abaixo do valor de compra:

Tela Ativos Não Financeiros com um apartamento e um veículo, mostrando aquisição, valor de mercado, valorização e última avaliação

Tela Ativos Não Financeiros, na carteira de demonstração.